
O mercado imobiliário alcançou números históricos em 2025, mesmo com taxas de juros de 15% ao ano. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foram lançadas 453.005 unidades residenciais, um aumento de 10,6% em relação a 2024. As vendas também cresceram, atingindo 426.260 imóveis, alta de 5,4%.
O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi um dos principais motores desse crescimento. Somente no quarto trimestre, ele era responsável por 52% dos lançamentos e 49% das vendas, consolidando sua relevância para o setor. As unidades lançadas pelo programa totalizaram 224.842 em 2025, um avanço de 13,5%, enquanto as vendas chegaram a 196.876 imóveis, alta de 15,9%.
Segundo Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e diretor de Economia do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), mesmo com o crédito mais caro, o incorporador continuou percebendo a demanda e manteve o ritmo de lançamentos ao longo do período.
“As vendas também atingiram recordes, com a curva apontando para cima, o que mostra a resiliência do mercado imobiliário e a sua saúde do ponto de vista dos negócios”, afirmou Petrucci ao portal g1.
Em termos financeiros, o setor também cresceu. O Valor Geral de Lançamentos (VGL), que mede os valores potenciais dos imóveis lançados, somou R$ 292,3 bilhões em 2025. Já o Valor Geral de Vendas (VGV) alcançou R$ 264,2 bilhões.
O último trimestre do ano se destacou: foram lançadas 133.811 unidades (alta de 18,6% em comparação ao trimestre anterior) e 109.439 imóveis vendidos. O VGV do período foi de R$ 67,2 bilhões.
“Se fizermos a média diária, chegamos ao número de 1.215 unidades novas vendidas por dia, sendo 312 apenas em São Paulo”, destaca Petrucci.
O cenário de 2026 traz otimismo, com projeções de cortes na taxa básica de juros (Selic) a partir de março. Segundo Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente da CBIC, a disponibilidade de crédito e a alta intenção de compra continuarão impulsionando o setor.
Uma pesquisa realizada pela CBIC mostra que 50% dos entrevistados planejam adquirir um imóvel nos próximos dois anos. Entre os motivos, destacam-se sair do aluguel, buscar mais espaço e conquistar independência residencial.
“A projeção da demanda potencial permanece elevada e cita fatores como o elevado grau de intenção de compra, a expectativa de queda na taxa básica de juros e a melhora nas condições de crédito”, pontua Ferreira Filho.
Além disso, o governo pretende contratar 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida em 2026, sinalizando a manutenção do ritmo aquecido no segmento habitacional.
*Com informações do g1

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