
Duas em cada três transações imobiliárias foram fechadas com desconto no terceiro trimestre de 2025, atingindo 68% do total de negócios. Os dados são da pesquisa Raio-X FipeZAP, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo Grupo OLX, que analisou 766 respondentes entre outubro e novembro de 2025.
O percentual representa o maior índice desde janeiro de 2024, quando 69% das vendas foram fechadas com algum tipo de abatimento. Segundo a série histórica da FipeZAP, os deságios sobre os valores anunciados variam de 5% a 14%.
Se por um lado a fatia de transações com desconto cresceu, o tamanho do desconto oscilou pouco:. em setembro, os negócios fechados com desconto receberam uma dedução média de 11%, um ponto percentual abaixo da média histórica e o mesmo percentual de setembro do ano passado.
O desconto médio dos últimos 12 anos foi de 8% sobre o valor anunciado. Ainda de acordo com a pesquisa, quando analisadas apenas as vendas com desconto, a economia média é de 12%.
A preferência por imóveis usados se acentuou no período. Das pessoas que adquiriram um imóvel nos últimos 12 meses, 79% optaram por unidades usadas e apenas 21% por novas. No mesmo período de 2024, a relação era de 70% para usados e 30% para novos.
Outro destaque foi o interesse em comprar imóvel para investimento, que representou 42% das aquisições no terceiro trimestre. Entre os investidores, 71% dos compradores recentes visavam renda com aluguel, enquanto 68% dos potenciais investidores buscavam a mesma estratégia.
A participação das transações classificadas como investimento caiu para 36% em setembro de 2025, bem abaixo da média histórica de 43%.
Segundo a economista do Grupo OLX, Paula Reis, os “vendedores tendem a aceitar valores menores quando percebem que o comprador está pronto para fechar o negócio”.
A pesquisa mostrou ainda que a intenção de compra para os próximos três meses alcançou 35% da amostra, recuperando-se dos 33% do trimestre anterior. A expectativa média de valorização projeta alta de 2,5% nos próximos 12 meses.
*Com informações de ISTOÉ Dinheiro e JC

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